por
Lingopass
29.4.2024

Estudo da Bain & Company: Quais são os principais desafios da descarbonização no setor de aviação?

A necessidade de reduzir as emissões na aviação é inegável. Os compromissos globais, como a meta da  Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO) de atingir a neutralidade de carbono até 2050, refletem essa urgência em alinhar o setor com os objetivos do Acordo de Paris. No entanto, um recente estudo da Bain & Company aponta desafios significativos que podem dificultar o cumprimento dessas metas.

Um dos principais desafios reside na produção de combustíveis sustentáveis. Embora melhorar a eficiência do combustível seja crucial, o investimento necessário para atender à demanda projetada para 2050 é exorbitante. A pesquisa destaca que o investimento acumulado de US$ 1,3 trilhão seria suficiente apenas para cobrir cerca de 20% dessa demanda.

Apesar dos avanços tecnológicos esperados, o estudo ressalta a necessidade de grandes progressos científicos para alcançar as metas de descarbonização. Escolhas difíceis precisarão ser feitas, e os cronogramas podem precisar ser estendidos, especialmente com o crescimento contínuo do tráfego aéreo, o que inevitavelmente impactará nos custos da aviação.

Atualmente, as principais tecnologias para redução de emissões - como o SAF, hidrogênio e propulsão elétrica - enfrentam obstáculos significativos. O investimento maciço em P&D e fontes de energia renováveis é necessário, e a falta de subsídios governamentais pode dificultar ainda mais o progresso.

Além dos desafios e estratégias abordados anteriormente, é essencial considerar as especificidades de cada subsetor da indústria de aviação para uma abordagem completa e eficaz para a descarbonização. Confira algumas iniciativas!

Estudo da Bain & Company: Quais são os principais desafios da descarbonização no setor de aviação?

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Lingopass
29.4.2024
Tempo de leitura:
6 minutos

A necessidade de reduzir as emissões na aviação é inegável. Os compromissos globais, como a meta da  Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO) de atingir a neutralidade de carbono até 2050, refletem essa urgência em alinhar o setor com os objetivos do Acordo de Paris. No entanto, um recente estudo da Bain & Company aponta desafios significativos que podem dificultar o cumprimento dessas metas.

Um dos principais desafios reside na produção de combustíveis sustentáveis. Embora melhorar a eficiência do combustível seja crucial, o investimento necessário para atender à demanda projetada para 2050 é exorbitante. A pesquisa destaca que o investimento acumulado de US$ 1,3 trilhão seria suficiente apenas para cobrir cerca de 20% dessa demanda.

Apesar dos avanços tecnológicos esperados, o estudo ressalta a necessidade de grandes progressos científicos para alcançar as metas de descarbonização. Escolhas difíceis precisarão ser feitas, e os cronogramas podem precisar ser estendidos, especialmente com o crescimento contínuo do tráfego aéreo, o que inevitavelmente impactará nos custos da aviação.

Atualmente, as principais tecnologias para redução de emissões - como o SAF, hidrogênio e propulsão elétrica - enfrentam obstáculos significativos. O investimento maciço em P&D e fontes de energia renováveis é necessário, e a falta de subsídios governamentais pode dificultar ainda mais o progresso.

Além dos desafios e estratégias abordados anteriormente, é essencial considerar as especificidades de cada subsetor da indústria de aviação para uma abordagem completa e eficaz para a descarbonização. Confira algumas iniciativas!

Estratégias para os subsetores da indústria de aviação

Além dos desafios e estratégias abordados anteriormente, é essencial considerar as especificidades de cada subsetor da indústria de aviação para uma abordagem completa e eficaz para a descarbonização.

Fabricantes de aeronaves comerciais

  • Será crucial buscar avanços disruptivos em tecnologias de aeronaves e motores, incluindo arquiteturas híbridas-elétricas.
  • A aviação comercial enfrentará trade-offs, tornando essencial selecionar em quais tecnologias investir para avançar.
  • Para liberar esses investimentos, é necessário fazer escolhas estratégicas e talvez renunciar à injeção de capital em outros projetos.
  • O realinhamento dos modelos operacionais é fundamental para fomentar a inovação, melhorar a produtividade dos talentos e desenvolver novas capacidades, seja por meio de fusões, aquisições ou parcerias.

Companhias aéreas

  • A mudança na composição das frotas é inevitável. Acelerar a renovação com a introdução de pelo menos duas gerações de aeronaves mais eficientes em serviço até 2050 é vital.
  • Envolvimento dos clientes é crucial. Apesar dos custos mais altos dos combustíveis alternativos, oferecer aos clientes a opção de escolher o SAF e fornecer incentivos pode ser uma estratégia eficaz.
  • A descarbonização deve se estender às operações aeroportuárias para uma transformação completa do setor.

Governos

  • Os governos desempenham um papel crítico, expandindo incentivos como títulos verdes e subsídios para ampliar a infraestrutura de energia renovável.
  • É essencial garantir que as energias renováveis cheguem à aviação, além de outras indústrias concorrentes.
  • Além disso, os governos podem contribuir com expectativas realistas para alcançar emissões líquidas zero, considerando as possíveis consequências, como preços mais altos das passagens e menor crescimento do tráfego aéreo.

Fornecedores de combustível

  • Existe uma oportunidade para colaboração e coordenação da indústria de combustíveis para incentivar o desenvolvimento do SAF em grande escala.

Adotar uma abordagem integrada e colaborativa entre esses subsetores é fundamental para enfrentar os desafios da descarbonização e alcançar os objetivos ambiciosos para o futuro da aviação sustentável.

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