por
Lingopass
22.4.2024

Anfavea: O setor automotivo vai investir R$ 125 bilhões no Brasil até 2032.

O cenário automotivo brasileiro ganhou destaque com o anúncio feito pelo presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Márcio de Lima Leite, durante a inauguração da nova sede da entidade, situada na zona sul de São Paulo. A cifra impressionante de R$ 125 bilhões representa o compromisso das montadoras com o país até o ano de 2032.

O evento contou com a presença ilustre do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de diversos ministros, incluindo o vice-presidente Geraldo Alckmin, responsável pela pasta do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Em meio aos discursos, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, trouxe à tona a tão aguardada reforma tributária. Segundo Haddad, os projetos de regulamentação serão encaminhados ao Congresso Nacional na próxima semana, com a promessa de aliviar a carga tributária sobre os investimentos e as exportações, proporcionando um ambiente mais favorável aos negócios.

Haddad também enfatizou a importância da rápida adaptação dos bancos ligados às montadoras, instando-os a reduzir o spread bancário. Esta medida visa não só estimular o crescimento do setor, mas também tornar os financiamentos mais acessíveis aos consumidores.

Durante seu discurso, o presidente Lula destacou a necessidade de queda nos juros, visando aliviar o bolso do trabalhador e tornar possível a realização do sonho de adquirir um veículo. Para Lula, é crucial que o aumento salarial acompanhe essa redução de juros, permitindo que mais brasileiros tenham acesso ao tão desejado carro próprio.

Lula ressaltou o compromisso do Governo Federal com a inovação e a geração de emprego e renda para a população. “Nós temos um compromisso com tecnologia nova, com inovação, com geração de emprego, com aumento da massa salarial, portanto, com a venda de mais produtos e com a venda de mais exportação, porque nós precisamos aprender a ser grande e ir lá fora vender os nossos produtos”, disse.

O presidente relembrou também a longa relação que tem com a Anfavea e o desejo de manter proximidade com a indústria automobilística, a qual vem impulsionando por meio de políticas públicas. “Quero que a gente se encontre todo ano, porque toda vez que eu me encontrar com vocês quero dizer: valeu a pena vocês voltarem a acreditar no Brasil, e valeu a pena o Brasil voltar a acreditar na indústria automobilística. E, aí, nós estaremos fazendo o casamento perfeito e quem ganha com isso é o povo brasileiro”, expressou.

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, ressaltou que a indústria faz toda a diferença na melhoria da renda dos brasileiros e na diminuição de desigualdades. “Por isso, foi lançada a Nova Indústria Brasil, uma indústria inovadora, com TR (Taxa Referencial) para pesquisa e desenvolvimento e inovação. É menos que a inflação, é 4% ao ano, são R$ 60 bilhões entre BNDES, Embrapii e Finep”, explicou.

Anfavea: O setor automotivo vai investir R$ 125 bilhões no Brasil até 2032.

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22.4.2024
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O cenário automotivo brasileiro ganhou destaque com o anúncio feito pelo presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Márcio de Lima Leite, durante a inauguração da nova sede da entidade, situada na zona sul de São Paulo. A cifra impressionante de R$ 125 bilhões representa o compromisso das montadoras com o país até o ano de 2032.

O evento contou com a presença ilustre do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de diversos ministros, incluindo o vice-presidente Geraldo Alckmin, responsável pela pasta do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Em meio aos discursos, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, trouxe à tona a tão aguardada reforma tributária. Segundo Haddad, os projetos de regulamentação serão encaminhados ao Congresso Nacional na próxima semana, com a promessa de aliviar a carga tributária sobre os investimentos e as exportações, proporcionando um ambiente mais favorável aos negócios.

Haddad também enfatizou a importância da rápida adaptação dos bancos ligados às montadoras, instando-os a reduzir o spread bancário. Esta medida visa não só estimular o crescimento do setor, mas também tornar os financiamentos mais acessíveis aos consumidores.

Durante seu discurso, o presidente Lula destacou a necessidade de queda nos juros, visando aliviar o bolso do trabalhador e tornar possível a realização do sonho de adquirir um veículo. Para Lula, é crucial que o aumento salarial acompanhe essa redução de juros, permitindo que mais brasileiros tenham acesso ao tão desejado carro próprio.

Lula ressaltou o compromisso do Governo Federal com a inovação e a geração de emprego e renda para a população. “Nós temos um compromisso com tecnologia nova, com inovação, com geração de emprego, com aumento da massa salarial, portanto, com a venda de mais produtos e com a venda de mais exportação, porque nós precisamos aprender a ser grande e ir lá fora vender os nossos produtos”, disse.

O presidente relembrou também a longa relação que tem com a Anfavea e o desejo de manter proximidade com a indústria automobilística, a qual vem impulsionando por meio de políticas públicas. “Quero que a gente se encontre todo ano, porque toda vez que eu me encontrar com vocês quero dizer: valeu a pena vocês voltarem a acreditar no Brasil, e valeu a pena o Brasil voltar a acreditar na indústria automobilística. E, aí, nós estaremos fazendo o casamento perfeito e quem ganha com isso é o povo brasileiro”, expressou.

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, ressaltou que a indústria faz toda a diferença na melhoria da renda dos brasileiros e na diminuição de desigualdades. “Por isso, foi lançada a Nova Indústria Brasil, uma indústria inovadora, com TR (Taxa Referencial) para pesquisa e desenvolvimento e inovação. É menos que a inflação, é 4% ao ano, são R$ 60 bilhões entre BNDES, Embrapii e Finep”, explicou.

INVESTIMENTO RECORDE

Com os recentes aportes anunciados por fabricantes de veículos, o montante total de investimentos previstos no Brasil desde 2021 até 2033 é de R$ 125 bilhões, configurando um recorde histórico para o setor, segundo a Anfavea.

Os anúncios aproveitam um contexto de crescimento da economia brasileira, que apresentou elevação de 2,9% do PIB em 2023, acima do esperado pelo mercado, e inflação de 4,5% no acumulado de 12 meses, dentro do limite da meta estabelecida pelo Banco Central.

MOVER

Os novos aportes se aproveitam ainda do programa nacional de Mobilidade Verde e Inovação (Mover), que promove a expansão de investimentos em eficiência energética, inclui limites mínimos de reciclagem na fabricação dos veículos e cobra menos impostos de quem polui menos, criando o IPI Verde. O incentivo fiscal para que as empresas invistam em descarbonização e se enquadrem nos requisitos obrigatórios do programa será de mais de R$ 19 bilhões até 2028, valor que deverá ser convertido em créditos financeiros.

Na última terça-feira (9/4), o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) publicou, no Diário Oficial da União, 23 portarias de habilitação de empresas do setor automotivo no programa Mover. Outros 18 pedidos permanecem em análise técnica.

As empresas já habilitadas são: Toyota, Horse, Renault, Peugeot-Citroen, Volks, Sodecia, GM, Mercedes-Benz, Nissan, Honda, Weg Drive & Controls, Marcopolo, FCA Fiat Chrysler, Weg equipamentos elétricos, FTP, Eaton, On-Highway, Volks Truck & Bus, Bosch, Faurecia, FMM, Schulz e Ford (centro de pesquisa).

ANFAVEA

Fundada em 15 de maio de 1956, a Anfavea é a entidade que reúne as empresas fabricantes de automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, máquinas agrícolas e de construção. Ela analisa e pesquisa temas da indústria, promove debates, produz estudos, compila dados e divulga o desempenho do seu setor, coordena e defende os interesses coletivos de suas empresas associadas.

Segundo o balanço do primeiro trimestre deste ano feito pela Anfavea, a produção de 195,8 mil autoveículos em março foi a melhor em quatro meses e superou em 3,2% o volume de fevereiro. No acumulado do trimestre, 538 mil unidades deixaram as linhas de montagem, 0,4% a mais que no mesmo período do ano passado.

Já a produção de caminhões no primeiro trimestre chegou a 29, 3 mil unidades, 19,7% acima do mesmo período de 2023. Para ônibus, a alta é ainda maior, de 61,6%, com 6,5 mil chassis fabricados.

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